Pular para o conteúdo

Recursos

Glossário de gestão hospitalar e indicadores

Os termos que aparecem nos painéis e nos artigos, com a definição e, quando existe, a fórmula.

Os termos abaixo aparecem nos painéis do Clic Health e nos artigos do blog. As fórmulas dos indicadores hospitalares de ocupação e permanência seguem a padronização da nomenclatura do censo hospitalar do Ministério da Saúde (Portaria SAS/MS nº 312, de 30 de abril de 2002). Para o uso dos indicadores na gestão, veja indicadores hospitalares.

AIH

Autorização de Internação Hospitalar: o documento pelo qual o SUS autoriza e paga uma internação. Cada AIH tem um procedimento principal, com valor e permanência prevista definidos na tabela de procedimentos do SUS.

Alta

Saída do paciente da internação por melhora, cura ou outro motivo clínico ou administrativo. Junto com os óbitos e as transferências externas, compõe as saídas hospitalares.

Análise horizontal

Comparação de uma linha da DRE ou de um indicador ao longo do tempo (mês a mês, ano contra ano), em valor e em percentual. Mostra tendência e sazonalidade.

Análise vertical

Participação de cada linha da DRE em relação à receita do mesmo período. Mostra, por exemplo, quanto da receita vai para pessoal ou para materiais.

BI (business intelligence)

Conjunto de dados, regras de cálculo e painéis que transforma os registros dos sistemas em informação para decisão. Veja BI hospitalar.

Centro de custo

Unidade que acumula custos para análise, como UTI, centro cirúrgico ou lavanderia. Divide-se em produtivo (gera receita), de apoio e administrativo.

Competência

Critério que registra receitas e custos no mês em que aconteceram, independentemente de quando foram recebidos ou pagos. É a base da DRE.

Conta paciente

Registro de tudo o que foi realizado e consumido em um atendimento (diárias, taxas, procedimentos, materiais, medicamentos, honorários), que dá origem à cobrança ao pagador.

Contas pendentes

Contas de atendimentos encerrados que ainda não foram faturadas. Também chamadas de conta aberta. Devem ser acompanhadas por valor e por idade. Veja contas não faturadas.

Convênio

Operadora de plano de saúde ou outro pagador com o qual o hospital tem contrato e tabela de preços. Na gestão, os convênios são analisados por faturamento, glosa, prazo de recebimento e margem.

Custo fixo

Custo que não varia com o volume de atendimentos no curto prazo, como estrutura, folha fixa, contratos de manutenção e depreciação.

Custo variável

Custo que varia com o volume de atendimentos, como materiais, medicamentos e honorários médicos por produção.

Dashboard

Tela que reúne os indicadores de um tema, com filtros, comparação e navegação até o detalhe. Veja dashboard hospitalar.

DataClic

Agente de leitura do Clic Health instalado no hospital. Lê o banco do Tasy com um usuário somente leitura, traz só o que mudou e envia ao Ambiente de Conexão por HTTPS. Veja como funciona.

DRE

Demonstração do resultado do exercício: relatório que mostra receitas, deduções, custos, despesas e o resultado de um período. Na gestão hospitalar, costuma ser organizada de forma gerencial, com margem de contribuição e resultado operacional. Veja como analisar a DRE hospitalar.

EBITDA

Resultado antes de juros, impostos sobre o lucro, depreciação e amortização. Mostra a geração de caixa da operação, sem o efeito da estrutura de dívida e do investimento em equipamentos.

Excedência de permanência (SUS)

Dias de internação além da permanência prevista para o procedimento na tabela do SUS. Geram custo para o hospital sem receita equivalente. Veja excedência de permanência no SUS.

Forecast

Projeção do resultado até o fim do período (normalmente o ano), feita a partir do realizado até a data e das tendências e eventos esperados.

Giro de leito

Também chamado de índice de renovação: número de saídas ÷ número de leitos no período. Mostra quantos pacientes, em média, passaram por cada leito.

Glosa

Recusa, total ou parcial, do pagamento de um item da conta pelo convênio ou pelo SUS, por motivo técnico ou administrativo. % de glosa = valor glosado ÷ valor faturado. Veja glosas hospitalares.

Inadimplência

Valor faturado e aceito que não foi pago no vencimento. Diferente da glosa, que é recusa do pagamento.

Intervalo de substituição

Tempo médio em que um leito fica vago entre a saída de um paciente e a entrada do seguinte. Fórmula usual: (100 − taxa de ocupação) × média de permanência ÷ taxa de ocupação.

Leito-dia

Unidade que representa um leito disponível por um dia. A soma dos leitos-dia operacionais no período é o denominador da taxa de ocupação.

LGPD

Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018). Classifica o dado referente à saúde como dado pessoal sensível. Veja segurança e LGPD.

Margem de contribuição

Receita menos as deduções e os custos variáveis (glosas, materiais, medicamentos, honorários repassados). Mostra quanto cada convênio, especialidade ou procedimento deixa para cobrir o custo fixo. Pode ser lida em R$ e em % da receita. Veja margem de contribuição por convênio.

Mat/med

Materiais e medicamentos: os itens consumidos no atendimento e cobrados na conta do paciente. Estão entre os maiores custos variáveis e fontes de receita do hospital.

Média de permanência

Tempo médio, em dias, que os pacientes ficam internados. Fórmula: pacientes-dia ÷ saídas (altas + óbitos + transferências externas) no período. Veja média de permanência.

OPME

Órteses, próteses e materiais especiais: itens de alto custo usados principalmente em cirurgias, com regras próprias de autorização e cobrança pelos convênios.

Orçado x realizado

Comparação entre o orçamento e o resultado efetivo, por linha da DRE e por centro de custo, em valor e em percentual. Veja orçado x realizado.

Paciente-dia

Unidade que representa um paciente internado por um dia, apurada no censo diário. A soma do período é a base da taxa de ocupação e da média de permanência.

Perda

Valor faturado que o hospital reconhece que não vai receber, depois de esgotados os recursos ou por outros motivos.

Prazo médio de pagamento

Número médio de dias que o hospital leva para pagar os fornecedores. Fórmula usual: saldo a pagar ÷ compras médias diárias.

Prazo médio de recebimento

Número médio de dias que o hospital leva para receber o que faturou. Fórmula usual: saldo a receber ÷ faturamento médio diário. Veja prazo médio de recebimento.

Pré-faturamento

Conferência da conta antes do envio ao convênio: autorização, documentação, codificação e valores. Reduz a glosa administrativa.

Pseudonimização

Tratamento que substitui os dados que identificam uma pessoa por um código, de modo que a identificação só seja possível com informação mantida à parte. No Clic Health, o paciente segue para a nuvem identificado só por código.

Repasse médico

Valor pago aos médicos pelos procedimentos realizados, conforme as regras de cada contrato (honorário, hora de plantão, sobreaviso, produção). Veja gestão do repasse médico.

Resultado operacional

Resultado da atividade principal do hospital, antes das receitas e despesas financeiras e dos itens não operacionais.

Saídas hospitalares

Total de altas, óbitos e transferências externas no período. É o denominador da média de permanência.

SUS

Sistema Único de Saúde, o sistema público de saúde do Brasil. Para o hospital, é um pagador com regras próprias de faturamento (AIH para internações) e de valores (tabela de procedimentos).

Taxa de ocupação

Percentual dos leitos ocupados no período. Fórmula: pacientes-dia ÷ leitos-dia operacionais × 100. Veja taxa de ocupação hospitalar.

Ticket médio

Valor médio por atendimento: receita ÷ número de atendimentos. Também se calcula o ticket de mat/med e o de repasse. Veja ticket médio hospitalar.

TISS

Padrão de Troca de Informações na Saúde Suplementar, definido pela ANS: regras para a troca eletrônica de informações entre prestadores e operadoras de planos de saúde, incluindo o envio de contas e o retorno de glosas.

Fale com a gente