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BI hospitalar

Dashboard hospitalar: como funciona e o que deve mostrar

Um bom dashboard hospitalar responde a uma pergunta por tela, mostra a variação e permite descer até a causa. O resto é decoração.

Um dashboard hospitalar é uma tela que reúne os indicadores de um tema da gestão do hospital (faturamento, custos, produção, caixa) com filtros e gráficos, atualizada a partir dos dados do sistema de gestão. Ele funciona em três camadas: os dados lidos do sistema, as regras que transformam esses dados em indicadores e a tela que mostra os indicadores e permite navegar.

Como um dashboard hospitalar funciona

  1. Leitura: os dados vêm do sistema de gestão hospitalar (no caso do Clic Health, o Tasy), em horários definidos.
  2. Regras: cada indicador tem uma definição única. "Receita", por exemplo, precisa dizer se é por competência ou por data de faturamento, se inclui SUS, se desconta glosa.
  3. Tela: o dashboard mostra os indicadores, a variação contra uma referência (mês anterior, ano anterior, orçamento) e os filtros.
  4. Navegação: um clique desce do total até o detalhe, por exemplo da receita do hospital até o convênio, a especialidade e o atendimento.
Painel Conta Paciente: a variação da receita por área e o faturamento dos últimos 12 meses. Dados fictícios

O que a diretoria deve ver primeiro

A primeira tela da diretoria precisa responder, em poucos segundos, se o mês está bom ou ruim e por quê. Na prática, isso significa:

  • Poucos indicadores, os que mudam decisões: receita, margem de contribuição, EBITDA, resultado, glosa, contas pendentes, prazo médio de recebimento, ocupação.
  • Sempre com referência: o número sozinho não diz nada. "R$ 29 milhões, 5,9% acima do ano anterior" diz.
  • Onde está o problema: um gráfico que mostre onde a receita caiu ou o custo subiu, por área.
  • A data da atualização à vista, para ninguém decidir com número velho.

O Command Center ADM do Clic Health segue esse desenho. A lista de indicadores mais usados está em indicadores hospitalares.

Um painel por público

PúblicoO que precisa ver
ConselhoResultado, EBITDA, geração de caixa, endividamento e riscos contra metas
Diretoria executivaReceita, margem, resultado, glosa, contas pendentes, produção
ControladoriaDRE orçado x realizado, variação por centro de custo, custos por setor
FaturamentoContas não faturadas, tempo de conta aberta, glosas, perdas
Diretoria clínicaProdução, cirurgias por especialidade, média de permanência

No Clic Health, o administrador do hospital monta um BI para cada equipe a partir dos painéis existentes e decide quem vê cada um.

Erros que fazem um dashboard ser abandonado

  • Número diferente do da contabilidade: a primeira divergência acaba com a confiança. As regras precisam ser as mesmas da DRE.
  • Telas lotadas: vinte gráficos na mesma página escondem o que importa.
  • Sem a hora da atualização: o gestor não sabe se pode confiar no número de hoje.
  • Sem como descer até a causa: se o painel mostra que a margem caiu mas não deixa ver onde, a análise volta para a planilha.
  • Sem exportação: o analista precisa levar a base para o Excel para uma análise específica.

Dashboard em tempo real?

"Tempo real" raramente é necessário na gestão. O que a diretoria precisa é de dados atualizados com frequência conhecida: várias vezes ao dia para o faturamento, diariamente para a produção, depois do fechamento para a contabilidade. Mais importante que a velocidade é saber a hora da última atualização.

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