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BI hospitalar

BI financeiro hospitalar: receita, margem, caixa e resultado

A visão financeira do hospital em um só lugar: de onde vem a receita, quanto sobra depois dos custos variáveis, como está o caixa e onde o resultado se afasta do plano.

Um BI financeiro hospitalar responde às perguntas que o diretor financeiro e o conselho fazem todo mês: quanto o hospital faturou, quanto sobrou depois dos custos que variam com o atendimento, se o resultado está dentro do orçado e se o caixa aguenta o prazo dos convênios. A diferença em relação a um relatório financeiro comum é a ligação entre essas respostas: a receita do painel é a mesma da DRE, e a margem de um convênio pode ser aberta até a conta do paciente.

As quatro perguntas de um BI financeiro

1. De onde vem a receita

A receita do hospital se divide por pagador (SUS, convênios, particulares), por área (internação, pronto-socorro, centro cirúrgico, diagnóstico) e por tipo de item da conta (diárias, taxas, materiais, medicamentos, honorários). O BI precisa mostrar essas três visões e a variação contra o período anterior, para que a pergunta "por que a receita caiu?" tenha resposta em minutos.

2. Quanto sobra depois dos custos variáveis

A margem de contribuição é a receita menos os custos e as deduções que variam com o atendimento: glosas, materiais e medicamentos, honorários médicos repassados. É o indicador que mostra se um convênio, uma especialidade ou um procedimento ajuda a pagar a estrutura fixa do hospital. O cálculo por convênio está detalhado no artigo sobre margem de contribuição por convênio.

3. O resultado está dentro do plano

A DRE orçado x realizado mostra, linha a linha, onde o resultado se afasta do orçamento, e a variação por centro de custo aponta quem é responsável pelo desvio. Esse é o terreno da controladoria hospitalar.

4. O caixa acompanha o resultado

Hospital pode ter resultado positivo e caixa apertado, porque os convênios pagam com prazo e parte da conta é glosada. Por isso o BI financeiro acompanha o prazo médio de recebimento, o prazo médio de pagamento, o saldo a receber por vencimento e os títulos em aberto ou glosados.

Painel Recebimentos: prazo médio de recebimento, saldo a receber por mês de vencimento e por convênio. Dados fictícios

Os indicadores financeiros essenciais

IndicadorO que mostra
Receita bruta e líquidaO faturamento e o que sobra depois das deduções (glosas, impostos sobre a receita)
Margem de contribuição (R$ e %)O que cada convênio, especialidade ou procedimento deixa para cobrir o custo fixo
EBITDAO resultado operacional antes de juros, impostos sobre o lucro, depreciação e amortização
Resultado finalO que sobrou no período, depois de tudo
% de glosaA parte do faturamento recusada pelos pagadores
Prazo médio de recebimentoQuantos dias, em média, o hospital espera para receber
InadimplênciaO saldo vencido e não recebido em relação ao faturado
Variação contra o orçamentoOnde o realizado se afasta do planejado

As definições e as fórmulas estão no glossário.

Como o Clic Health trata o financeiro

No Clic Health, a visão financeira está distribuída em painéis ligados entre si:

  • Command Center ADM e Conselho: receita, margem, EBITDA, resultado, glosa, contas pendentes e prazo médio de recebimento, com a variação contra o ano anterior.
  • Conta Paciente, Operadoras e Especialidade: a margem por atendimento, por convênio e por especialidade.
  • DRE orçado x realizado, variação do orçamento e DRE gerencial: o resultado contra o plano.
  • Recebimentos, Pagamentos e TAB Receber: os prazos e os saldos.
  • Conta 100% aberta e Perdas: os títulos em aberto ou glosados e as contas faturadas como perda.

Para hospitais com Tasy, o detalhe por módulo está em indicadores financeiros do Tasy.

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