Como transformar dados do Tasy em indicadores gerenciais
Os dados do Tasy já têm quase tudo o que a gestão precisa. O trabalho está em escolher as informações, definir as regras e manter o mesmo número em todos os lugares.
Os dados do Tasy registram quase tudo o que a gestão de um hospital precisa: atendimentos, contas, convênios, setores, materiais, títulos e lançamentos contábeis. O desafio é transformar esses registros em indicadores gerenciais confiáveis, iguais em todos os relatórios e atualizados sem trabalho manual. Este artigo mostra o caminho, com ou sem um BI.
1. Escolha as perguntas antes dos dados
O erro mais comum é começar pelos relatórios disponíveis e tentar extrair indicadores deles. O caminho certo é o contrário: definir as perguntas da diretoria e só então buscar os dados. Exemplos:
| Pergunta | Informações do Tasy envolvidas |
|---|---|
| Qual convênio dá margem? | Contas dos pacientes e seus itens, convênios, custos de materiais e medicamentos, honorários |
| Quanto está parado sem faturar? | Atendimentos encerrados, contas e seus status, datas |
| O resultado está dentro do orçado? | Lançamentos contábeis, centros de custo, orçamento |
| Quanto tempo leva para receber? | Títulos a receber, datas de emissão e de baixa, convênios |
| Os pacientes ficam mais tempo internados? | Internações, altas, transferências, setores, leitos |
2. Defina as regras de cálculo
Cada indicador precisa de uma definição escrita. "Receita", por exemplo, exige decidir:
- Por competência (data do atendimento) ou por data de faturamento?
- Inclui SUS? Inclui contas ainda não faturadas?
- A glosa é deduzida?
- Quais itens da conta entram (diárias, taxas, materiais, medicamentos, honorários)?
Sem regras escritas, cada área calcula de um jeito e a diretoria recebe números diferentes para a mesma pergunta. As definições mais comuns estão no glossário.
3. Garanta que os números batam
Os indicadores gerenciais precisam bater com as fontes oficiais: o faturamento do mês com o relatório de faturamento, a DRE com o balancete. Antes de usar um indicador na reunião, compare com um relatório conhecido e explique cada diferença (critério de data, convênios incluídos, classificação de contas).
4. Escolha o caminho: planilha ou BI
Há dois caminhos para montar os indicadores:
- Relatórios do Tasy + planilha: funciona para começar e para análises pontuais. O custo aparece com o tempo: horas de trabalho manual por mês, dependência de quem monta a planilha e versões diferentes do mesmo número.
- Leitura do banco + BI: um agente lê os dados do Tasy, aplica as regras automaticamente e entrega os painéis atualizados. Exige uma implantação, mas elimina o trabalho repetitivo.
O artigo planilha ou BI mostra os sinais de que chegou a hora de trocar.
5. Cuide da segurança
Os indicadores gerenciais não precisam identificar pacientes. Ao extrair dados do Tasy, leve só o necessário e substitua nome, CPF e data de nascimento por um código. Controle quem acessa as planilhas ou os painéis e registre os acessos. A LGPD trata dados de saúde como dados sensíveis. Veja segurança e LGPD.
Como o Clic Health faz esse caminho
No Clic Health, o DataClic lê o banco do Tasy com um usuário somente leitura e traz só o que mudou. O Ambiente de Conexão aplica as regras de gestão e publica o modelo de dados, e a diretoria abre os painéis no navegador. O detalhe técnico está em integração e atualização com o Tasy, e a visão geral em BI para Tasy.
Perguntas relacionadas
É possível tirar indicadores gerenciais só com os relatórios do Tasy?
Sim, para indicadores pontuais. Para uma rotina mensal com dezenas de indicadores, o trabalho manual e o risco de números diferentes costumam justificar um BI.
Quem deve definir as regras dos indicadores?
A controladoria, com a diretoria. A TI ajuda a encontrar os dados, mas a definição de receita, glosa ou margem é uma decisão de gestão.
O BI precisa acessar o banco do Tasy diretamente?
Precisa ler os dados, com um usuário de leitura criado pela TI do hospital. Um bom BI lê só o necessário, nos horários combinados, e não grava nada no Tasy.
Escrito pela equipe que faz o Clic Health: contadores, controllers e desenvolvedores que trabalham há mais de 20 anos com a gestão de hospitais.