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Como transformar dados do Tasy em indicadores gerenciais

Os dados do Tasy já têm quase tudo o que a gestão precisa. O trabalho está em escolher as informações, definir as regras e manter o mesmo número em todos os lugares.

Equipe Clic HealthAtualizado em 3 min de leitura

Os dados do Tasy registram quase tudo o que a gestão de um hospital precisa: atendimentos, contas, convênios, setores, materiais, títulos e lançamentos contábeis. O desafio é transformar esses registros em indicadores gerenciais confiáveis, iguais em todos os relatórios e atualizados sem trabalho manual. Este artigo mostra o caminho, com ou sem um BI.

1. Escolha as perguntas antes dos dados

O erro mais comum é começar pelos relatórios disponíveis e tentar extrair indicadores deles. O caminho certo é o contrário: definir as perguntas da diretoria e só então buscar os dados. Exemplos:

PerguntaInformações do Tasy envolvidas
Qual convênio dá margem?Contas dos pacientes e seus itens, convênios, custos de materiais e medicamentos, honorários
Quanto está parado sem faturar?Atendimentos encerrados, contas e seus status, datas
O resultado está dentro do orçado?Lançamentos contábeis, centros de custo, orçamento
Quanto tempo leva para receber?Títulos a receber, datas de emissão e de baixa, convênios
Os pacientes ficam mais tempo internados?Internações, altas, transferências, setores, leitos

2. Defina as regras de cálculo

Cada indicador precisa de uma definição escrita. "Receita", por exemplo, exige decidir:

  • Por competência (data do atendimento) ou por data de faturamento?
  • Inclui SUS? Inclui contas ainda não faturadas?
  • A glosa é deduzida?
  • Quais itens da conta entram (diárias, taxas, materiais, medicamentos, honorários)?

Sem regras escritas, cada área calcula de um jeito e a diretoria recebe números diferentes para a mesma pergunta. As definições mais comuns estão no glossário.

3. Garanta que os números batam

Os indicadores gerenciais precisam bater com as fontes oficiais: o faturamento do mês com o relatório de faturamento, a DRE com o balancete. Antes de usar um indicador na reunião, compare com um relatório conhecido e explique cada diferença (critério de data, convênios incluídos, classificação de contas).

4. Escolha o caminho: planilha ou BI

Há dois caminhos para montar os indicadores:

  • Relatórios do Tasy + planilha: funciona para começar e para análises pontuais. O custo aparece com o tempo: horas de trabalho manual por mês, dependência de quem monta a planilha e versões diferentes do mesmo número.
  • Leitura do banco + BI: um agente lê os dados do Tasy, aplica as regras automaticamente e entrega os painéis atualizados. Exige uma implantação, mas elimina o trabalho repetitivo.

O artigo planilha ou BI mostra os sinais de que chegou a hora de trocar.

O painel Conta Paciente do Clic Health, montado a partir das contas registradas no Tasy, com a variação da receita por área. Dados fictícios

5. Cuide da segurança

Os indicadores gerenciais não precisam identificar pacientes. Ao extrair dados do Tasy, leve só o necessário e substitua nome, CPF e data de nascimento por um código. Controle quem acessa as planilhas ou os painéis e registre os acessos. A LGPD trata dados de saúde como dados sensíveis. Veja segurança e LGPD.

Como o Clic Health faz esse caminho

No Clic Health, o DataClic lê o banco do Tasy com um usuário somente leitura e traz só o que mudou. O Ambiente de Conexão aplica as regras de gestão e publica o modelo de dados, e a diretoria abre os painéis no navegador. O detalhe técnico está em integração e atualização com o Tasy, e a visão geral em BI para Tasy.

Perguntas relacionadas

É possível tirar indicadores gerenciais só com os relatórios do Tasy?

Sim, para indicadores pontuais. Para uma rotina mensal com dezenas de indicadores, o trabalho manual e o risco de números diferentes costumam justificar um BI.

Quem deve definir as regras dos indicadores?

A controladoria, com a diretoria. A TI ajuda a encontrar os dados, mas a definição de receita, glosa ou margem é uma decisão de gestão.

O BI precisa acessar o banco do Tasy diretamente?

Precisa ler os dados, com um usuário de leitura criado pela TI do hospital. Um bom BI lê só o necessário, nos horários combinados, e não grava nada no Tasy.

Equipe Clic Health

Escrito pela equipe que faz o Clic Health: contadores, controllers e desenvolvedores que trabalham há mais de 20 anos com a gestão de hospitais.

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