# Como transformar dados do Tasy em indicadores gerenciais

> O caminho dos dados do Tasy até os indicadores gerenciais: quais informações usar, como definir as regras e como evitar números diferentes.

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Atualizado em: 2026-11-07

Os **dados do Tasy** registram quase tudo o que a gestão de um hospital precisa: atendimentos, contas, convênios, setores, materiais, títulos e lançamentos contábeis. O desafio é transformar esses registros em indicadores gerenciais confiáveis, iguais em todos os relatórios e atualizados sem trabalho manual. Este artigo mostra o caminho, com ou sem um BI.

## 1. Escolha as perguntas antes dos dados

O erro mais comum é começar pelos relatórios disponíveis e tentar extrair indicadores deles. O caminho certo é o contrário: definir as perguntas da diretoria e só então buscar os dados. Exemplos:

| | Pergunta | Informações do Tasy envolvidas

| Qual convênio dá margem? | Contas dos pacientes e seus itens, convênios, custos de materiais e medicamentos, honorários

| Quanto está parado sem faturar? | Atendimentos encerrados, contas e seus status, datas

| O resultado está dentro do orçado? | Lançamentos contábeis, centros de custo, orçamento

| Quanto tempo leva para receber? | Títulos a receber, datas de emissão e de baixa, convênios

| Os pacientes ficam mais tempo internados? | Internações, altas, transferências, setores, leitos

## 2. Defina as regras de cálculo

Cada indicador precisa de uma definição escrita. "Receita", por exemplo, exige decidir:

- Por **competência** (data do atendimento) ou por data de faturamento?
- Inclui SUS? Inclui contas ainda não faturadas?
- A glosa é deduzida?
- Quais itens da conta entram (diárias, taxas, materiais, medicamentos, honorários)?

Sem regras escritas, cada área calcula de um jeito e a diretoria recebe números diferentes para a mesma pergunta. As definições mais comuns estão no [glossário](https://clichealth.com.br/glossario).

## 3. Garanta que os números batam

Os indicadores gerenciais precisam bater com as fontes oficiais: o faturamento do mês com o relatório de faturamento, a DRE com o balancete. Antes de usar um indicador na reunião, compare com um relatório conhecido e explique cada diferença (critério de data, convênios incluídos, classificação de contas).

## 4. Escolha o caminho: planilha ou BI

Há dois caminhos para montar os indicadores:

- **Relatórios do Tasy + planilha**: funciona para começar e para análises pontuais. O custo aparece com o tempo: horas de trabalho manual por mês, dependência de quem monta a planilha e versões diferentes do mesmo número.
- **Leitura do banco + BI**: um agente lê os dados do Tasy, aplica as regras automaticamente e entrega os painéis atualizados. Exige uma implantação, mas elimina o trabalho repetitivo.

O artigo [planilha ou BI](https://clichealth.com.br/blog/planilha-ou-bi-no-hospital) mostra os sinais de que chegou a hora de trocar.

O painel Conta Paciente do Clic Health, montado a partir das contas registradas no Tasy, com a variação da receita por área.

## 5. Cuide da segurança

Os indicadores gerenciais não precisam identificar pacientes. Ao extrair dados do Tasy, leve só o necessário e substitua nome, CPF e data de nascimento por um código. Controle quem acessa as planilhas ou os painéis e registre os acessos. A LGPD trata dados de saúde como dados sensíveis. Veja [segurança e LGPD](https://clichealth.com.br/seguranca).

## Como o Clic Health faz esse caminho

No Clic Health, o DataClic lê o banco do Tasy com um usuário somente leitura e traz só o que mudou. O Ambiente de Conexão aplica as regras de gestão e publica o modelo de dados, e a diretoria abre os painéis no navegador. O detalhe técnico está em [integração e atualização com o Tasy](https://clichealth.com.br/tasy/integracao-e-atualizacao), e a visão geral em [BI para Tasy](https://clichealth.com.br/tasy).

## Perguntas relacionadas

É possível tirar indicadores gerenciais só com os relatórios do Tasy?Sim, para indicadores pontuais. Para uma rotina mensal com dezenas de indicadores, o trabalho manual e o risco de números diferentes costumam justificar um BI.

Quem deve definir as regras dos indicadores?A controladoria, com a diretoria. A TI ajuda a encontrar os dados, mas a definição de receita, glosa ou margem é uma decisão de gestão.

O BI precisa acessar o banco do Tasy diretamente?Precisa ler os dados, com um usuário de leitura criado pela TI do hospital. Um bom BI lê só o necessário, nos horários combinados, e não grava nada no Tasy.

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